quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O prefeito da mentira


Hoje se encerra outro ciclo em nosso Município; iniciou-se há quatro anos embasado por promessas de probidade administrativa (durante meses inundaram a cidade com um jornal chamado Noticiário da Cidade repleto de denuncias de falcatruas da administração anterior) e prometendo novos tempos para a população.

Passados seis meses de sua posse, suas obras ilegais (Centro de Convenções Fase I e Centro Cultural de Camburi) tiveram início; ainda que não superfaturadas, pois aproveitaram o material antigo, impuseram sua marca registrada com aditivo beirando o percentual limite. Pegaram gosto pela coisa e passos maiores foram dados.

Sem qualquer licitação, impuseram um desfalque à cidade chamado “Projeto Aquarela” e lá se foram mais de R$ 7 milhões; livres e acobertados licitaram em desconformidade da lei um pacote de obras de quase R$ 14 milhões.

O micróbio da ganância associado com o da ilegalidade forçou uma reforma em duas escolas com custo de mais de R$ 1 milhão, sem qualquer licitação, alegando “emergência”, presenteando empresa amiga da época. Vereadores indignados com tais ocorrências botaram a boca no trombone; posteriormente alguns mudaram de lado e evidentemente do conceito de legalidade e sentaram-se juntos.

Nos três anos que se seguiram, com a metodologia aprendida e aprimorada, inundaram a cidade com obras caras e superfaturadas enganando a população com sua propaganda e nas poucas placas colocadas em obras. Este período demonstrou que se pactuarmos da mentira, da inépcia dos poderes constituídos para o cumprimento da lei e da não vigilância de seus atos, o resultado é exatamente o desta administração que nos deixa hoje. É importante que tenhamos absorvido a lição.

Mentiras alardeadas por todos os cantos do município determinaram a crença de bom administrador, do prefeito que faz; a massificação de sua propaganda trouxe-lhe resultados e ainda conseguiu uma expressiva “aceitação de seu governo” traduzida em votos. Agora em suas andanças finais, inaugurando obras inacabadas, diz que "talvez Deus reservou para mim o seguinte: eles destroem você vem e arruma”. Logo ele, o prefeito da mentira, cruz credo vade retro!

A blindagem deste governo impediu que a grande maioria da população soubesse de suas maracutaias e mentiras; tentamos, com a criação deste blog, propiciar esta visão. Por diversas vezes conseguimos, como este caso da Praça do Por do Sol.

A caixa de Pandora será aberta brevemente, suas “marcas” serão mostradas e finalmente a verdade, ainda que terrível, será conhecida por todos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Isto será inaugurado. Pode!


Tem algumas coisas que faço questão de entregar antes do dia 31 porque são marcas de meu governo” diz nosso “impávido inaugurador” explicando porque faz questão de descerrar a placa do Centro de Convenções. “Vou entregar independente de estar mobiliado, mas espero que da parte estrutural esteja quase tudo acabado. Não acharia justo eu não entregar essa obra”.

De sua fala, deduzimos que a obra está pronta, em fase final de acabamento e no máximo o mobiliário deixará de ser entregue a população. Evidentemente trata-se de outro lapso do prefeito e falta de observação, visto que inaugurou outra obra inacabada na frente dela, e não deve ter reparado o quanto está “crua” esta obra.

Lapsos a parte, fomos constatar o estado “da coisa”, ver a “obra pronta” para ser inaugurada amanhã (30/12), mas só pode ser brincadeira; será difícil achar ângulo e fotografar o prefeito descerrando o “paninho surrado” sobre a placa inaugural. Focado de qualquer ponto ficará demonstrado o estado inacabado desta obra. A única coisa que se conseguirá com esta “pressa vaidosa” é a seqüência de serviços executados em desconformidade com o projeto, memorial descritivo e planilha orçamentária constante do processo licitatório.

Não se sabe o que está sendo executado internamente, mas externamente os erros grosseiros e a má execução são patentes; o acabamento previa revestimento texturizado sobre emboço com juntas de dilatação 2x2cm, formando frisos de 1,22x5,60m. Nada disso foi feito e o resultado será visível brevemente com as responsabilidades bastante definidas. Pavimentação, pisos, pintura, drenagem e muros de arrimo ainda em fase bruta não permitem qualquer definição de quando se dará sua conclusão.

Um bom administrador tem seu governo marcado pelo bom senso, legalidade, probidade, moralidade e falta de vaidade; predicados que se distanciaram, dia após dia, do prefeito Juan.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Marcas de um governo


O prefeito Juan continua entregando para a população obras semi-acabadas com frases de efeito e alguns desatinos; fala em marcas de seu governo. Vejamos algumas. Mais parecem "chagas".

O superfaturamento e irregularidades nas obras realizadas foi uma constante; vangloria-se das mesmas, mas não se envergonha de inaugurá-las com custos estratosféricos e entulhos ao redor delas. Diz que se não satisfeitos (os munícipes), que retirem o entulho com carrinhos de mão.

Obras mal feitas, de interesse coletivo duvidoso, inacabadas e pagas independente de concluídas ou não, foi outra. Assim foi no Balneário dos Trabalhadores, nos Terminais Rodoviários, e num deles com direito ao afundamento do piso e sua desativação por falta de passageiros. Alem de mal construídos, com problemas e desnecessários ao que tudo indica, o prefeito Juan, sem qualquer justificativa plausível (não houve alteração nos projetos e serviços destes terminais), presenteia a construtora com aditivo por acréscimo de serviços originalmente estabelecidos (?). E, por um lapso, “esqueceu-se” de informar a população qual foi o valor deste aditivo e o gasto final da obra. Esta foi outra grande marca deste governo. A falta de transparência.

Mas esses detalhes, segundo o “inaugurador”, são coisas pequenas e diz que “o que importa é a concepção da coisa, o dizer que é assim que tem que funcionar”. Não compreendi; será que funcionou? Acho que não, mas ele vai mais longe, brincando diz “que os terminais poderão servir para integrar helicóptero”, e pensando bem, talvez sirvam para isso mesmo visto a quantidade de novos ricos ou, pelo jargão da polícia, com súbitos sinais exteriores de riqueza, que neste governo surgiram na cidade, e é bem provável que o novo meio de transporte destes seja através desse “brinquedinho”.

O Centro de Convenções pelo que parece, independentemente de estar concluído ou não será “inaugurado” fazendo parte das obras inacabadas e entregues, mas diferentemente do que disse o prefeito, sobre esta obra não ter tido problema algum, o TCE julgou a concorrência, o contrato e a execução dos serviços irregulares. Diz que remanescem nos autos inúmeras e graves irregularidades dentre as quais destaca falhas na elaboração do orçamento, do projeto básico e realização de obra por empresa diferente da que venceu o certame.

Está no site, basta acessar o
Tribunal de Contas e verificar o processo TC-1918/007/05; ali está determinado quem será responsabilizado e quem terá problemas. Com certeza não será quem falou da obra, mas quem a licitou irregularmente, construiu, apropriou-se de dinheiro público e desrespeitou a legislação.

E cá entre nós, obras só se inauguram quando prontas para uso, concluídas em conformidade de seus contratos, finalizadas, aceitas e, fim de governo não justifica estes atos irresponsáveis.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Obra de segunda; custo de primeira


Ontem foi dia de mais uma inauguração e com ela a triste constatação de que continuam nos julgando imbecis. O prefeito Juan entregou oficialmente o Balneário dos Trabalhadores que passa a chamar-se Praia da Aventura.
Entregou-a como se de fato estivesse em condições de uso, mas o que vemos são improvisações inaceitáveis; brotam fios energizados do chão, lajes impermeabilizadas que deveriam estar estanques vertem água, águas pluviais que deveriam estar sendo conduzidas por meio de tubos para caixas de passagem são despejadas por aberturas nas lajes diretamente sobre o piso interno no corredor.
Pintura sem cobertura, platibanda sem qualquer demão de tinta, quiosques sem esquadrias, rampa e pista de bicicross com entulhos e inacabadas, aquário seco com fios soltos e tubulação aparente e piscina sem água dão o tom e a dimensão do que ontem foi inaugurado com banda e tudo.
Obra iniciada sem projetos básicos e sem fiscalização dá nisso. Lamentavelmente eles não compartilham da premissa de que para execução de uma obra pública sejam considerados os requisitos da funcionalidade, adequação ao interesse público, conservação e economia na execução.
Banheiros inadequados, distantes, não executados de acordo com a lei de acessibilidade, corrimãos disformes, sinalização tátil de alerta nos pisos e em rampas irregulares e inexistentes, enfim, uma obra de segunda mas nem por isso com tal custo; esta “coisa inacabada” lesou o município em R$ 7.629.039,08.
Como todas obras desta administração, esta também, posteriormente a sua contratação e início, previu uma segunda fase e nela a instalação de equipamentos de esportes radicais, como tirolesa, parede de escalada e área de arborismo, além de ginásio de esportes coberto e píer para atracação de embarcações; com exceção do último item, todos estes serviços já estavam inseridos na obra iniciada pela CONSTRUTORA LATINA em agosto/2006 com custo de R$ 6.298.347,62. Apropriando os serviços “dessa segunda fase” com valores do contrato inicial, teremos um custo final de mais de nove milhões.
Muitos milhões, poucos serviços e mal feitos. Já demonstramos que não somos imbecis quando não permitimos a continuidade destas pessoas no poder, agora precisamos mostrar que não somos trouxas buscando e repatriando o dinheiro desviado, punindo os responsáveis com o rigor da lei.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Obras e soluções "meia boca".


No apagar das luzes desta administração muitas obras estão sendo tocadas em ritmo alucinante buscando apenas sua inauguração pelo atual prefeito; já vimos o mesmo filme no meio do ano objetivando sua reeleição e o resultado para a população não foi bom.

A comunidade de Barequeçaba recebeu oficialmente a pavimentação de algumas ruas, escolhidas sob argumento de acesso às escolas e posto de Saúde; na entrega, feita pelo prefeito Juan, informou a “complexidade dos serviços” em função da característica do bairro onde a água desce sentido morro/praia, provocando muitos problemas e fazendo com que o local fosse conhecido como “buraqueçaba”. Características à parte, mas o sentido da água jamais será praia/morro, seria improvável.

Foram feitas galerias em alvenaria de blocos, sem qualquer revestimento e estão sendo cobertas com placas, em concreto armado, horrorosas com dois ganchos em ferro no meio delas e, segundo o prefeito, os proprietários poderão complementar as calçadas com grama, uma das características do bairro.

As calçadas não atendem a acessibilidade, tão difundida e festejada por esta administração, como uma de suas prioridades, as bocas de lobo estão elevadas, fazendo as pessoas tropeçarem nelas isto é, se tiverem conseguido escapar dos ferros virados sobre o piso em toda a extensão da “calçada”; a solução empregada é infeliz e o bairro com a verba despendida, merecia coisa melhor.

Os alinhamentos da ruas sem muito critério, a pavimentação feita em etapas intercaladas provocando o “não casamento” dos pisos intertravados, condição “sine qua non” para este tipo de piso, e níveis das sarjetas errados, acumulando água e sujeira, largura das galerias obedecendo a calçada e não sua função básica que é a condução das águas pluviais e seu desvio quando encontra algum obstáculo como árvores, invadindo o leito carroçável. É necessário ainda verificar se o fim da galeria conduzirá a água para o destino previsto (praia) ou se ficará empoçada como está ocorrendo hoje.

Um nojo de obra, uma gastança absurda e a balela sistemática de que fizeram e aconteceram durante sua gestão; este governo vai e já vai tarde, mas é primordial que as “empreiteiras amigas da administração” lembrem-se da garantia implícita em seus contratos de cinco anos e que serão acionadas para efetuar os reparos e as “soluções meia boca” executadas.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Praça do Arrastão: uma roubalheira só.


Esta semana foi inaugurada (ou reinaugurada) a Praça Santos Dumont no Arrastão sob a ladainha de que só esta Administração fez algo pelo Município vangloriando-se de ter iniciado obras por todo o canto, recuperando e construindo novas praças gerando mais qualidade de vida para a população.
É inegável a quantidade de obras erguidas ainda que irregulares; discorda-se da qualidade e custos das mesmas. Questiona-se o direcionamento para obras vistosas como as pistas de skate, praças e CAE´s. Entendemos não ser esta a prioridade da cidade. Há muito tempo obras como esta praça, com projetos inadequados e feitos em discordância da legislação vigente são questionadas.
Temos solicitado mais transparência, menos empáfia, menos mentiras e mais lógica. A Praça do Arrastão custou-nos mais de meio milhão (R$ 522.444,61) (veja) e não existe qualquer chance deste valor ser real; está em andamento licitação de praça com mesma área e características na Praia das Cigarras (clique) onde a SEOP estima o valor de R$ 201.717,43 descontando-se a pavimentação da rua.
Ao confrontar-se as duas planilhas tomamos um grande susto inicialmente e num segundo momento constata-se a roubalheira generalizada; o dinheiro é do DADE/Governo do Estado (R$ 355 mil), mas não deveria ser tão mal utilizado. É injusto e um acinte para a população. São pagos valores dobrados, triplicados e serviços como o da demolição e execução de novo muro sem qualquer necessidade técnica (não fazia parte do escopo de serviços contratados) inflaram o orçamento inicial.
Mas não contentes com esse escambo vergonhoso, insatisfeitos com o lucro alcançado, aditaram mais R$ 173.579,66 (49.76%). Um verdadeiro absurdo, ganância e escárnio.
Com um pouco de bom senso, economicidade e funcionalidade esta praça poderia ser executada por um terço do valor gasto e em postagem anterior (veja) já prevíamos o que está ocorrendo, mas não esperávamos tanta coragem.
É muito triste ver a extorsão a que o nosso Município foi submetido e uma pena constatar que as autoridades competentes para a fiscalização e controle do dinheiro público tenham se tornadas cegas e surdas. A corrupção e os corruptos agradecem esta momentânea deficiência física mas é a população e o município que pagam o pato.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Burrice ou avareza?

 


Outra obra com a "marca registrada" desta gestão está sendo iniciada. Sem qualquer informação de quem a executa (os caminhões são da CONSTRUPEL), seus responsáveis, início, fim e custo da obra. A colocação das placas nas obras é obrigatória por lei e está liberada (até com aquela propagandinha). A proibição ocorreu somente no período eleitoral.
Ainda que necessária, tocada a todo vapor, é mais uma obra irregular e ilegal. Não existiu licitação e a legislação obriga. O próprio prefeito Juan informou que o poder público tem alguns problemas, ele não compra o que quer, nem onde quer, nem quando quer, ele tem que fazer licitação. Será que somente para alguns serviços, como por exemplo, para os radares eletrônicos, que devemos nos preocupar com as licitações?
Obviamente que não. A contratação de obras e serviços, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação. Recentemente foi executada a obra de Readequação da Rotatória da Avenida Antonio Januário do Nascimento e a Avenida Dr Altino Arantes pela empresa TERMAQ (a custo de R$ 214.855,03, sem licitação e utilizando-se de uma ata de preços); agora iniciam outra no mesmo local. A lei 8666/93 é clara e não permite tal procedimento. O Artigo 43, § 5 diz que é vedada a utilização da modalidade convite ou tomada de preços para obras de mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. É a lei e deve ser seguida. Depois para justificar seus erros falam de “Corte denunciante”.
Obras com esta característica estão pipocando por todo lado, com andamento apressado (e a pressa é inimiga da perfeição) e é uma pena que no apagar das luzes deste governo, prossigam com a mesma metodologia tão prejudicial e danosa à população.
Errar é humano, permanecer no erro é burrice. Ou será avareza?

domingo, 23 de novembro de 2008

Mais veneno

 


Agora eu quero ver também, para o ano vindouro, que sejam demolidas todas as minhas obras que foram denunciadas irregulares. Eu quero que faça demolição até para aproveitar o parque de valorização de resíduos. Tem que demolir tudo porque isso foi denunciado, atrapalhado, foi feito um estrago; gostaria que assumissem o que pregaram.”

Assim o prefeito Juan expressou-se no rádio para despejar seu inconformismo com as denúncias feitas em suas obras irregulares, caras, muito caras e embargadas; citou especificamente a Praça do Arrastão e o Centro de Convenções da Praia Grande, aproveitando a ocasião para espezinhar seus opositores dizendo que os restos de tais obras (com as demolições) poderiam ser utilizados no Parque de Valorização de Resíduos Urbanos.

Mas isso não será possível visto que a única parte licitada desta obra (concorrência finalizada em junho, com seis meses para conclusão e ainda não iniciada) é a do galpão de compostagem, oficina e escritório; o entulho advindo destas “demolições” não poderia ser beneficiado e sequer geraria alguma coisa produtiva.

As denúncias feitas foram baseadas no descumprimento de leis vigentes e estas obrigatoriamente deveriam ter sido obedecidas por ele; o Centro de Convenções é repleto de irregularidades; o TCE já julgou o contrato irregular, o DADE em relação a obra e convenio, já analisou e constatou irregularidades, solicitando correções sob pena de suspensão de repasse dos recursos previstos nas parcelas subseqüentes até que as medidas corretivas sejam tomadas. Em relação a altura do prédio encontra-se no Ministério Público aguardando suas conclusões, mas inegavelmente este prédio desobedeceu a lei 561/87 que impõe altura máxima da edificação em 9,0m em seu artigo 51º.

Na Praça do Arrastão a irregularidade, além de seu gasto absurdo, é a invasão de área da União com a construção de deck, colocação de aparelhos para ginástica e rede de vôlei sobre a areia. A irregularidade foi constatada pelo SPU e na época determinada sua paralisação, desconsiderada e desrespeitada pelo atual prefeito.

A demolição, se for o caso, virá por determinação da Secretaria de Planejamento da União e Ministério Público, mas seria conveniente a esta Administração ater-se ao Decreto-Lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores, e analise detalhadamente entre outros, os itens III (aplicar indevidamente verbas públicas) e XIV (negar a execução a lei federal, estadual ou municipal sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade), do artigo primeiro.

O maior problema talvez não seja a inauguração do Parque de Resíduos Sólidos com material proveniente das obras irregulares e ilegais do prefeito Juan, mas sim a aplicação da lei e as penalidades ali impostas. E nunca é demais relembrar que não existem minhas (do prefeito) obras, e sim da população, que através do voto popular “contratou” um administrador para cuidar corretamente do município, por prazo determinado, e qualquer irregularidade ou irresponsabilidade será cobrada na forma da lei.

sábado, 22 de novembro de 2008

Coisa maravilhosa! Será?

 

Esta foi a última “pérola” do prefeito Juan e aconteceu na entrevista em rádio nesta semana. Disse: “o povo vai se divertir (no fim do ano), que não tenha nada, que só tenha um belíssimo espaço com graminha crescendo entre as pedras, uma coisa maravilhosa.” Parece piada, mas não é, foi dita com a maior convicção possível.

São Sebastião está abandonada e o retrato fiel desse fato é o aterro da Rua da Praia, com as pedras que ele pôs (assim falou), tomadas pelo mato, não graminha como disse; isto está acontecendo no centro de nossa cidade, em sua obra vitrine. Se isto ocorre no centro, imagine o que ocorre no restante do município.

Obras mal feitas, sem qualquer planejamento técnico mas com muito estudo comercial de como torná-las mais caras, descompromissadas com prazos de execução (todas, sem exceção) e interesse politiqueiro dá nisso; o problema se repete na Praça do Arrastão, Praça Almirante Tamandaré e Praça João Tarora.

De belíssimo, honestamente não vemos nada e a apologia ao desleixo não deveria ser incentivada por quem tem a obrigação da manutenção e conservação da cidade.

Como gosto não se discute, a “graminha crescendo entre as pedras do prefeito Juan” fica aqui registrada, mas serviu como alerta em nossas escolhas e mostrou como podemos corrigir nossos erros.

sábado, 15 de novembro de 2008

Esta Administração nada respeita!

Em agosto denunciamos a obra (veja) Praça João Eduardo de Moraes (CAE da Enseada) pelo não atendimento da lei e normas de acessibilidade; a Comissão de Acessibilidade e a SEOP não tomou conhecimento e prosseguiram a obra com erros grosseiros.

No mês passado a Adef São Sebastião protocolou várias denúncias junto a Promotoria de Justiça de Defesa do Portador de Deficiência de São Sebastião e nesta semana compareceram em audiência a PMSP/Comissão de Acessibilidade e Adef.

Diante das provas apresentadas e a inegável falta de acessibilidade nas obras denunciadas (Centro de Convenções da Praia Grande, CAE da Enseada, Escolas Municipal da Enseada e Topolândia, Terminais Rodoviários da Costa Sul, Centro e Costa Norte) houve consenso pela Prefeitura da necessidade e obrigatoriedade de adequá-las e assim foi acordado, convencionando-se que antes da elaboração de TAC, a Prefeitura providenciaria as alterações nos projetos e pararia a execução das obras nos pontos discutidos e respectivo entorno a partir daquela data (11/11/2008).

A falta de banheiros acessíveis foi a principal razão e constante em quase todas as obras. No CAE da Enseada a principal irregularidade é a inclinação das calçadas e pisos da praça com inclinações absurdas e impróprias para qualquer pessoa caminhar sem perigo.

Esta Administração descompromissada com a verdade e respeito, não parando obras quando notificada, novamente deixa de fazer o combinado; independentemente do acordado com a Adef e Promotoria de Justiça os serviços não foram paralisados e continuam normalmente como se não houvesse qualquer irregularidade. Optaram pela continuidade e gastança do dinheiro público de forma indevida e leviana; posteriormente terão de consertar sua insensatez.

Mais tarde desculpar-se-ão com a população queixando-se das obras paradas e embargadas, culpando aos que os impediram nos atos lesivos contra o Município, e é bom elucidá-los que para se construir qualquer coisa não precisam derrubar liminares, basta seguir a lei, projetar e construir de forma técnica, correta e em consonância com os dispositivos legais.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Qem não deve, não teme

 


As planilhas de custos das obras são guardadas a sete chaves nesta Admi-nistração; não promovem licitações (utilizam-se de cartas convites ou atas de preços) e quando as fazem mudam os projetos e custos das mesmas e ao final promovem aditamentos chegando ao absurdo percentual de 102,65%. Uma festa e um esconde-esconde tremendo.
Quando solicitadas conforme disposto nas Leis de Licitações e Orgânica do Município, que obriga a Administração a fornecer os quantitativos das obras e preços de obras executadas a qualquer cidadão para defesa de seus interesses e esclarecimentos de situações de seu interesse pessoal no máximo em quinze dias, não o fazem e ainda brincam com a lei.
O secretário de administração superou-se, além de não cumprir as leis vigentes, legisla a seu modo e bel prazer sem amparo legal e inova nos procedimentos administrativos; recusando a entrega de documentação solicitada com quantitativos e preços de obras sob argumentos confusos e absurdos. Diz que se pode impedir que sejam solicitados documentos sem interesse ou sem outro objetivo que não o político e o embaralhamento da máquina administrativa (sic).
Na seqüência de incoerências; concorda que a lei confere o direito de solicitar documentos, mas diz que esse direito, não é ilimitado ou incondicionado. Veja na integra clicando aqui. De onde terá tirado tal dedução? Até leigos, e ele não o é, conseguem entender o que a lei diz sobre “obrigação de fornecer os quantitativos e preços das obras” e não há qualquer limitação ou condicionamento. É obrigado e pronto.
Têm medo de mostrar os absurdos pagos e desviados, mas não há como esconder por muito tempo. Enquanto o secretário busca subterfúgios para fugir da sua obrigação de fazer, ocorrem gastos desproporcionais e valores aviltantes como nos CAE´s, reformas de escolas, quadras esportivas e praças construídas recentemente. Pagam em peças do mobiliário urbano da Rua da Praia como nos bancos HARBOR e PLATZ a quantia de R$ 3.547,50 e R$ 1.663,20 respectivamente e no GAZEBO (sem bancos), o mirabolante valor de R$ 28.875,00.

Observe-se o absurdo; o valor pago neste gazebo é praticamente o mesmo de uma casa popular como a da Vila Tropicana e oito bancos HARBOR custam o mesmo que outra casa popular. Não estará havendo uma inversão de valores sociais?

Mas a bem da verdade secretário Alberto Carlini, ainda que não haja amparo legal para tal argumentação (a lei não pede explicações), realmente no pedido de fornecimento destes “quantitativos e custos” meu interesse não foi determinado, mas para que não paire qualquer dúvida sobre o mesmo informo-lhe que o real interesse é o da determinação do montante desviado naquelas obras.

E cá entre nós, havia alguma dúvida do objetivo de tal pedido? Acredito que não e afinal de contas, quem não deve, não teme.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

 


Esta Administração surpreende-nos todo dia com suas estórias; agora a Procuradoria Judicial diz que enveredamos para o lado difamatório e que nosso objetivo central é o de atacar a Administração Pública e seus agentes. Não é verdade. Nosso objetivo é a demonstração das obras superfaturadas e o descaso com o dinheiro público nos processos licitatórios que aqui ocorrem. Não difamamos ninguém, simplesmente demostramos o que está ocorrendo com o dinheiro público e sempre nos colocamos à disposição para qualquer questionamento ou apresentação de documentação comprobatória sobre os fatos aqui relatados.

Para melhor compreensão de nossa real motivação, apresentamos outro fato que comprova o descaso com o dinheiro público, e ao final acreditamos que não haverá qualquer dúvida sobre nossa intenção; a obra é a do Centro de Lazer da Praia Grande, Praia da Aventura ou Balneário dos Trabalhadores, seu antigo nome. Os envolvidos: os mesmos de sempre.

Através do contrato 099/06-DCS a Prefeitura pactuou a execução desta obra com a Construtora e Pavimentadora LATINA por R$ 6.298.347,62. O Tribunal de Contas, através do processo número TC-2236/07/06 em primeira e minuciosa análise, concluiu pela irregularidade da contratação ante aos graves apontamentos que vilipendiam o Estatuto Federal das Licitações. Independentemente desta conclusão a obra prosseguiu em ritmo lento e foram-lhes pagos R$ 838.832,55 por serviços realizados. Gradualmente a empresa foi abandonando a obra e num passe de mágica a Prefeitura firmou contrato com a “empresa amiga” LOGIC Engenharia, sem qualquer licitação, para reforma do Balneário dos Trabalhadores pela irrisória quantia de R$ 4.854.819,95.

A falta de transparência desta gestão não nos permite saber o que foi contratado com esta última, mas sabendo-se o que estava contratado com a primeira, o valor dos serviços e o que não foi realizado (sistema de arvorismo, ponto de ônibus, cobertura e vestiário de quadras poliesportivas e pavimentação do novo sistema de rotatória) que totalizaria R$ 1.401.439,90 e o que foi pago para a LATINA, chegaríamos a um custo total da obra de R$ 4.058.075,15. Para este valor, partiu-se da premissa que todos os quantitativos planilhados estavam corretos e que foram executados, mas pelo histórico das obras sabemos o quanto isto é improvável.

De pronto, superfaturaram quase R$ 800mil, mas não satisfeitos com este módico valor, promoveram no decorrer da obra aditamento de R$ 1.935.386,58. Esta obra inacabada está custando ao Município a bagatela de R$ 7.629.039,08. Se adicionarmos os serviços ainda por realizar atingiremos mais de nove milhões. Uma roubalheira.

Conforme visto esta postagem não é enveredar para o lado difamatório ou atacar a Administração Pública e seus agentes, é apenas a constatação pura e cristalina de um grande esquema de desvio de dinheiro público, que obrigatoriamente deverá ser punido e ressarcido.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Desfaçatez mesmo.

 


O superfaturamento e a ilegalidade das obras foi a “marca registrada” desta gestão que se despede com denúncias pipocando por todos os lados; a premissa da economicidade nunca foi levada a termo e a busca incessante por valores disformes e aviltantes nas obras uma constante.
Apoiando-se na Lei de Licitações, sob uma visão jurídica caolha e tendenciosa, “implantaram” uma Ata de Preços, em benefício de uma “empresa amiga”, totalmente desfavorável ao município e muito favorável a ela (LOGIC Engenharia) e claro, aos participantes desta “im-plantação”. O desfalque financeiro ficou caracterizado em diversos “pro-cessos administrativos” com repasse das obras com preços sempre aviltantes e diferenciados do praticado no município e ao redor do mesmo.
Exemplificamos: na Praia dos Fortunatos foi executada a iluminação pela LOGIC, constando de apenas onze postes com quatro projetores a custo de R$ 129 mil. Outra empresa executou na Enseada a iluminação da orla com quinze postes com quatro projetores, e ainda foi iluminado o campo de futebol com quatro postes e quatros projetores em cada um por R$ 135 mil.
A iluminação do campo de futebol do Centro de Lazer do Itatinga, através de licitação, com seis postes e oito projetores e escada marinheiro, em cada um, custou ao município R$ 112 mil; a SEOP/PMSS presenteou a LOGIC, adotando a famigerada “ata de preços”, com a iluminação de quatro campos de futebol através de seis postes com seis projetores e sem escada de marinheiro por apenas R$ 705 mil, ou seja, R$ 176 mil por cada campo.
É muita desfaçatez mesmo e um grande esquema de desvio de dinheiro público montado em nossa cidade; a VEJA desta semana “descobriu” o coordenador da campanha passada do prefeito Juan, suspeito de ser seu testa de ferro, com sua nababesca frota de carros, motos, imóveis e um helicóptero, e quem sabe ela não volta os olhos para nossas obras e descobre “outros carros, motos e imóveis” bem pertinho de nós.
Nem precisará se esforçar muito, pois ”os súbitos sinais exteriores de riqueza” estão presentes e visíveis nas mãos de alguns poucos, juntamente à inabalável fé na impunidade e tremenda cara de pau.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Maracutaias e maracutaias (só mais 55 dias)

 


A empreitada por preço global é aquela em que se ajusta a execução da obra ou serviço por preço certo e total, ou seja, a empresa contratada receberá o valor certo e total para execução de toda a obra. Será responsável pelos quantitativos e o valor total só será alterado se houver modificações de projetos ou das condições pré-estabelecidas para execução da obra, sendo as medições feitas por etapas dos serviços concluídos.

É comum nos contratos de empreitada por preço global a exigência da especificação de preços unitários, tendo em vista a obrigação da empresa contratada de aceitar acréscimos ou supressões nos quantitativos dentro dos limites legais.

A obra do Centro de Lazer do Itatinga, sob esse regime de execução, deveria custar aos cofres municipais R$ 1.457.656,60; previu-se neste total os projetos executivos, campo de futebol oficial, quadra poliesportiva, quadra de futebol society, play ground, pista de skate, pórtico e escultura, piso intertravado para circulação, retirada e recolocação do piso sextavado da rua e canalização do córrego. Não houve qualquer serviço extra; foi trocada a grama batatais pela esmeralda, mas em compensação as cento e vinte arvores (ipê amarelo, amarelo, manacá, e sibipiruna) não foram plantadas.

Foram pagos muitos mais metros quadrados de retirada de pavimento sextavado, guias e sarjetas do efetivamente existente e pagos quase que o dobro de sua recolocação. Entre vários serviços não realizados, mas constantes da planilha, pagou-se escoramento continuo e descontinuo de valas e inexistentes, alem do preparo e substituição de terra para plantio da grama do campo e paisagismo. Somados, chegam a mais de R$ 160mil.

Aparentemente sem qualquer serviço extra nesta obra, a PMSS/SEOP pagou aditivo de R$ 352.451,63, equivalente a 24,18% do valor da obra. Perguntamos: se não houve mudança nos projetos/obras esta conta matemática não está equivocada?

Está com certeza e repetiu-se durante toda esta gestão. Algo de muito estranho acontece com os responsáveis pelo pagamento das obras e medições; têm um problema seriíssimo com a operação de subtração e forte queda para a de adição. Quem explica? Freud? Ministério Público? Tribunal de Contas? Prefeito? Secretários? Alguém?

sábado, 25 de outubro de 2008

UFA! Faltam apenas 68 dias

 


Em uma Administração séria e proba não teríamos uma “Ata de Preços” servindo como desculpa para “entregar” a execução de toda e qualquer obra do Município para uma única empresa; aliás, em lugar nenhum veremos execução de obras sendo executadas através deste “método”. Faça um teste, entre em qualquer site de busca, digite "ata de preços" ou "registro de preços" e constatará quais são as compras efetuadas por administrações públicas sérias por este sistema.
Mas como de séria e proba esta Administração nada tem, e graças a sabedoria do povo, com os dias contados (faltam somente 68 dias), conduz a obra para seus amigos, não as licita, paga valores escorchantes e ainda finge seguir os ditames legais; assim fez quando através de edital comunica o extrato ao contrato Administrativo nº 2008 SEOP 177-DCS, Processo nº 86008/06 (Registro de Preços) cujo objeto constitui a iluminação de campos de futebol dos Bairros de Paúba, Jaraguá, Camburi, Boiçucanga e da Av Netuno com fornecimento de material e mão de obra, com a empresa LOGIC Engenharia.
O custo dessa nova maracutaia é R$ 819.524,69 e foi contratado no dia 25/09/08; não temos o memorial descritivo (acredito que nem eles), mas para exemplificar o desvio do dinheiro público, utilizaremos obras semelhantes, o campo de futebol do Centro de Lazer do Itatinga que custou R$ 112.090,00 e a iluminação da Av. Itatinga, que teve custo unitário de R$ 5.500,00 por poste.

No contrato Administrativo são previstos quatro campos de futebol e 16 postes na Av Netuno. Custo total adotando os preços pagos pela prefeitura nas obras exemplificadas: R$ 528 mil. O desvio aqui é de quase R$ 300 mil e o superfaturamento é de apenas 60%. Uma vergonha e atitude inadmissível por quem tem a obrigação de zelar pelo dinheiro público.
O prefeito Juan assinou tal “contrato” em 25/09/2008; não se sabe qual o tempo previsto para execução, mas sabe-se que a iluminação da Av. Netuno, em 23/09/08, dois dias antes da “contratação”, já estava concluída como demonstrado pelas fotos acima. Eficiência? Não, apenas mais ilegalidade.
Não podemos permitir e aceitar candidamente tais ações e é necessário buscar-se os (ir)responsáveis, recuperar o dinheiro desviado, recolocá-lo em seu verdadeiro lugar e em benefício da população.

sábado, 18 de outubro de 2008

DÉJÀ VU

 


Há dois anos através do Decreto 3609/2006 o prefeito Juan cedia, graciosamente e ilegalmente, autorização para uso de área pública no aterro da Rua da Praia pela “lanchonete” La Fleure de Lys; a ilegalidade está sendo corrigida através da concorrência 003/2008-DCS, processo 61.573/08, vencido por ela mesma, e terá de recolher aos cofres municipais o aluguel mensal de R$ 1.923,00. O estabelecimento conseguiu fazer seu pé de meia e pode agora arcar com aluguel; coisas de “amigo”.

Novamente, agora na Praça do Arrastão, é cometida a mesma ilegalidade; não graciosamente, pois “arbitrou-se” o valor de R$ 150,00/mês para os quiosques construídos; os Decretos
4291, 4292 e 4293/08 (clique sobre êles e veja-os na integra) entraram em vigor 10/10/08 e foram autorizados para três pessoas físicas. Não se questionam as pessoas e sim a legalidade do ato.

A autorização é fundamentada no artigo 101, §1ºda
Lei Orgãnica do Município, alterada pela Emenda 03/2006. Fomos conferir e sinceramente não conseguimos fazer a mesma leitura; diz o artigo que o uso de bem imóvel municipal por terceiros far-se-á mediante autorização, permissão ou concessão. Fala que a autorização administrativa será concedida sempre a título precário, podendo ser revogada a qualquer tempo a critério do Poder Executivo.

Concomitantemente devemos nos reportar à Lei 8666/93 que em seu segundo artigo diz que permissões (ato ou efeito de permitir; consentir, licença, autorização) e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação. Considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a formação de vinculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada. Não nos parece atendida a lei e desconhecemos a existência da licitação.

Mas na seqüência de ilegalidades, esta administração “de verdade e competente”, e em clima de despedida, inovou e determinou "punição" para a falta de pagamento destes “contratados”: a sub-cláusula segunda da segunda cláusula (do ônus) do Anexo I informa que o não pagamento de duas mensalidades consecutivas ensejará a renovação da presente autorização (sic).

Ainda que absurdo, existe lógica no Decreto do prefeito Juan; se seu amigo da “La Fleure de Lys” teve dois anos graciosamente bancados por nós, porque não estender o benefício para outros amigos, renovável a cada dois meses, bastando para isso não efeteuar qualquer pagamento?

Ilegalidade: nem te ligo.

sábado, 11 de outubro de 2008

COMBATE A CORRUPÇÃO NAS PREFEITURAS

 


Todo cidadão tem o direito à informação. Os prefeitos corruptos tentam driblar esse direito dificultando o acesso à informação. Vereadores honestor tentam obter as informações via requerimentos à Câmara Municipal. Rejeições a esses pedidos de informação pelos vereadores ligados ao prefeito são sintomas de fraudes.Alguns orçamentos municipais são verdadeiras peças de ficção. O prefeito introduz na Lei Orçamentária, e a Câmara aprova, um dispositivo que permite ao mesmo tempo remanejar 100% das verbas do orçamento. Isso na prática acaba com o orçamento, pois o prefeito pode gastar as verbas como ele quiser, sem dar satisfação à Câmara. O orçamento é uma Lei, e qualquer alteração significativa, deverá voltar à Câmara para ser aprovado.Alguns prefeitos e funcionários municipais simulam desorganização para encobrir desvios. Não registram entradas e saídas de materiais, não se certificam dos serviços realizados, embaralham a contabilidade municipal, tudo isso para confundir e esconder os desvios realizados.Existem jornais que dependem das prefeituras, e o prefeito passa a exigir que o mesmo se torne um veículo de propaganda do mesmo e da sua administração. Alguns jornais ganham a concorrência das publicações com um preço mais baixo do centímetro de coluna e depois recuperam a receita aumentando o espaço das publicações.Prestem atenção à independência dos vereadores em relação ao executivo. O vereador não pode ser submisso ao prefeito. Se ele assim agir, pode ter sido cooptado para acobertar atos de corrupção. O vereador é acima de tudo um fiscal do executivo, e não pode abdicar desse papel.TRECHOS DA CARTILHA DE COMBATE A CORRUPÇÃO NAS PREFEITURAS
http://www.amarribo.org.br/ FAÇA O DOWNLOAD DA CARTILHA, CLIQUE AQUI

O POVO NÃO É BOBO PREFEITO JUAN

"As eleições não tiram um minuto do meu tempo, pois não vou para as eleições, vou para um julgamento de minha administração. Os outros vão para a eleição e para isso, vão ter que mentir, criar fatos, ser teatrais, desvirtuar a verdade e etc."

Assim o prefeito Juan com toda sua empáfia, prepotência e certeza da vitória avaliava o que seriam estas eleições; como podemos constatar estava errado. O povo mais uma vez demonstrou sabedoria e ainda que tenha recebido uma série de obras eleitoreiras, maquiadas, embelezadas, de qualidade questionável e superfaturadas para promoção de seu governo, não foram capazes de aplacar o anseio da população.

As obras não são suas, são nossas, do município, assim como o dinheiro mal empregado e dirigido para os bolsos de algumas pessoas próximas a si; a malversação do dinheiro, a arrogância e o pouco caso com a população foi devidamente punida. As mentiras, os fatos, o teatro e a truculência produzida por sua administração não foram suficientes para enganar a população e agora só lhe resta a frustração.

Todas suas ilegalidades e desmandos terão seqüelas e a punição começou nesta data com sua não reeleição; amanhã o povo de São Sebastião acordará mais tranqüilo, sereno e crente de sua força pois constatou que, por maior poder e blindagem que haja nas mãos de um dirigente arrogante, presunçoso e ditador, a sua opinião (do voto), única, mas somada, pode mudar o seu destino e de sua cidade.

Prefeito Juan você foi julgado e condenado pelas urnas; talvez se houvesse um pouco mais de humildade, perdido algumas horas, não minutos, para autocrítica e avaliação de suas atitudes e realizações em seu governo, o resultado poderia ser menos vexatório.

Seja bem vindo Ernane, o exemplo de como não governar uma cidade está visível e será fácil desviar do caminho onipotente percorrido pelo atual mandatário; a população espera muito de si, boa sorte e parabéns.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

SABEDORIA POPULAR


No último comício na Topolândia o prefeito Juan com sua costumeira “humildade” incitou a população presente a votar em si, justificando e pedindo, por favor, que nele votassem sob argumentação de que fizera muito pelo bairro e não seria justo votarem no “outro”. Falava ainda de ingratidão se assim ocorresse. O atual prefeito precisa entender que ele foi “contratado por tempo determinado” para trabalhar em prol da população sebastianense e que se fez algo pela população do bairro da Topolândia e cidade em geral, não fez mais que sua obrigação. O município tem independência política, administrativa e financeira.
O dinheiro que chega à conta da prefeitura vem dos impostos e taxas cobrados pelo próprio município, além de repasses de recursos obrigatórios feitos pela União e pelo Estado (dinheiro dos impostos federais e estaduais). É, portanto, dinheiro público, ou seja, pertence a todo o povo do município e não ao prefeito.
E é de fundamental importância que o prefeito Juan entenda que as obras e trabalhos feitos pela prefeitura não são um “favor” para a população, pois o dinheiro do município existe exatamente para atender as necessidades da comunidade!
E cá entre nós, gratidão por gratidão, quem a merece somos nós que votamos nele esperando uma série de atitudes, posturas éticas e manuseio com probidade administrativa do dinheiro público e o que constatamos foi o milagre da multiplicação do seu dinheiro e bens, e ainda que pese ter um ótimo salário (R$ 11mil) é insuficiente para multiplicar e insuflar seu patrimônio como ocorreu; seus carros, suas motos, seus barcos, seus terrenos e outros imóveis espalhados por nosso município são a constatação inequívoca de que nós é que merecemos sua gratidão eterna por tê-lo eleito, visto que pelo resto de sua vida não terá qualquer preocupação financeira e outras chatices mais que o dia a dia nos impõe.
Então prefeito Juan, menos, por favor. O que foi feito, foi o mínimo que nós, eleitores frustrados hoje, esperávamos que fosse realizado. E se administrasse bem o dinheiro do povo, sem estes absurdos superfaturamentos em suas “realizações” teríamos tudo duplicado ou triplicado. Talvez até seu emprego.
Sei que aquela frase de efeito sobre “os outros não terem feito nada”, tão difundida por si, deve vir à sua mente quase que instantaneamente, mas é necessário que se atenha ao fato de que entre todos os candidatos ao cargo de prefeito, nesta eleição, só um já teve a chance de realmente fazer e não o fez e se não lhe for concedido prazo complementar não é ingratidão, é apenas a sabedoria popular.

domingo, 28 de setembro de 2008

VISTO A CARAPUÇA PREFEITO!

 

Em comícios o prefeito Juan tem dito que tem um engenheiro perdendo tempo em refazer as planilhas de custos de suas obras. Visto a carapuça e dou-lhe razão. Tem sido realmente uma grande perda de tempo, e não o tenho sobrando, mas necessária, visto ter sido em função dela (a perda de tempo) a constatação do desvio de dinheiro público que vem ocorrendo sistematicamente em nossa cidade. Sem qualquer pudor, superfaturando obras e mais obras deixando de investir de forma justa e precisa em obras necessárias à população.
A transparência exigida do Poder Público pela sociedade deveria ter sepultado definitivamente a hipótese de se licitar um serviço sem projeto básico em que contratado/população soubesse exatamente o que é pretendido, ou como realizará tal serviço e quanto custará. Aqui a exumação é diária.
Suas planilhas são falhas e propositadamente são inseridos valores aviltantes nelas objetivando um mega superfaturamento e ganhos descomunais para empresas parceiras. Por mais partidário do capitalismo que seja, não acredito que o ganho seja individualizado para elas.
Denuncio estes fatos abomináveis há três anos, sem, no entanto conseguir aplacar a sede da sangria desenfreada do erário público em suas obras. Exemplificando, o UBS Topolândia teve planilha com percentual de 40% inserido em todos os preços com objetivo único de lesar o cidadão e de enriquecer outrem; nessa obra sua planilha indicava o custo do metro cúbico de concreto a R$ 675,17. Um verdadeiro roubo.
Na obra de Revitalização da Rua da Praia a sede já foi maior e o despudor também; inseriram ali pisos de concreto custando, somente o material, R$ 85,80 o metro quadrado, quando o custo real variava entre R$ 25,00 e R$ 30,00. Multiplique pela área na avenida e verá o tamanho do desvio. Na obra ao lado, na Reurbanização do Aterro da Rua da Praia existiram absurdos maiores ainda, e entre eles, a construção de dois banheiros e uma lanchonete a custo nababesco de quase R$ 800 mil. Não tem sido fácil assimilar tais desfalques ao erário público.
No Centro de Convenções – Fase II, em apenas dois itens, ar condicionado e vidro serigrafado, há desvio de dinheiro público beirando os R$ 260mil. É equivalente a dez por cento de todo o dinheiro empregado ali pelo DADE e isto demonstrado em apenas dois itens. Se analisar o restante da planilha encontrará muitas mais distorções e comprovação de desvios. Estas planilhas são uma vergonha para nosso Município e uma afronta ao cidadão.
Então prefeito Juan, visto a carapuça e reconheço perder bastante tempo nestas "constatações", mas tenho certeza absoluta que as denúncias foram e são válidas, necessárias e creio que em pouquíssimo tempo elas mostrarão sua eficácia e os resultados estarão visíveis a si e seus asseclas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Obras do prefeito Juan - Boiçucanga

 
Esta obra não teve inauguração, mas a retirada da placa de acordo com a Lei Municipal significa que a mesma está concluída e a população poderá usufruir dela (já está o fazendo ou tentando fazê-lo); esta obra é aquela que a Secretaria de Obras e Planejamento informava ter investimento de R$ 1,3 milhões e posteriormente colocaram uma placa com gastos bem mais suaves, com valores de R$ 295 mil.

Enganaram-nos, mas brevemente saberemos o gasto real, mas se tivesse que apostar qual deles é o correto apostaria no maior, sem qualquer dúvida, com chances enormes de ganhar. A placa colocada é “engana trouxa”, do tipo “me engana que eu gosto”.

Trata-se da revitalização da Praça Por do Sol e nela foi inserida uma pista de skate, a obra é da empresa LOGIC, como a grande maioria das obras em execução e foi presenteada sem qualquer licitação ou concorrência, a preços super vantajosos (para a empresa, evidentemente). A construção da pista é de responsabilidade da Flyramp; a acessibilidade desta obra, como na totalidade das obras em execução e entregues por esta administração, não é levada a sério, com erros crassos como o do piso inclinado na praça.

Apesar de nada fazer em seu primeiro mandato, o prefeito Juan diz que no segundo irá estabelecer uma política mais voraz que garanta uma cidade cada vez mais justa e por incrível que possa parecer, diz que manterá a política do menos discurso, mais trabalho; a voracidade apregoada é desnecessária, basta apenas e simplesmente ler a lei, a NBR 9050/2004, obedecê-la e aplicá-la.

Se o fizer ficará enrubescido de vergonha pela constatação da ineficácia de sua política em relação aos portadores de deficiência e idosos neste Município. Precisamos exatamente de menos discurso e mais ação no sentido da palavra; deixemos a ficção “Cidade para Todos” e caiamos na realidade de nossa cidade inadaptada para a lei de acessibilidade e de obras inadequadas e mãos a obra de verdade.

Uma boa administração cuida do dinheiro público e não permite obras em valores aviltantes como esta e entregues assim; a seqüência e quantidade de erros é intolerável e já beira a incompetência.

Vemos acima o que esta administração entende por escoamento (ou drenagem) das águas pluviais. É muita balela, qualidade questionável e vergonhoso o que está se fazendo com o dinheiro público.
Veja as fotos da Revitalização da Praça Pôr do Sol - Boiçucanga >>

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Mais Centro de Convenções


A condição “sine qua non” para executar-se uma obra utilizando o dinheiro público é sua funcionalidade, conservação e economia na execução. O que deveríamos ter como regra e constância surgem como exceções atualmente.
A falta de transparência, erros construtivos e constante supervalorização de materiais e serviços, acarretam custos disfomes e sem precedentes em nossas obras, sangrando os cofres municipais.
O prefeito Juan enaltece suas obras, afirma que não há super-faturamento e diz que nesta administração mudou a postura política dizendo não fazer política, mas sim administração. Será mesmo? Entendemos que administração nada mais é do que o conjunto de princípios, normas e funções que tem por fim ordenar a estrutura e funcionamento da máquina administrativa.
Parece-nos não haver tal ordenação e o zelo muito distante e descom-promissado com sua efetivação; não é possível permitir a evolução de custos desta forma sem motivo plausível ou razão técnica e racional.
A obra do Centro de Convenções da Praia Grande, idealizada de uma forma e modificada posteriormente por ganância e incompetência técnica de quem a construiu e de quem a fiscalizou, é a constatação inequívoca do que estamos dizendo. O autor do projeto detectou divergências graves entre arquitetura e estrutura documentado-as através de correspon-dências enviadas para a PMSS/LATINA.
O que foi feito? Nada, absolutamente coisa nenhuma. A obra seguiu seu caminho irregular, não se comoveram com o desvio e desperdício da verba pública e “obra prá frente” e “dá-lhe propaganda”.
Diz a lenda que nesta segunda fase está prevista a instalação elétrica, hidráulica, colocação de pisos,sistema de iluminação, revestimento acústico, cabine de tradução, cabine de som, sala vip, mobiliário e paisagismo. Diz a placa da obra que o custo será de R$ 3 milhões e a planilha orçamentária demonstra claramente que será muito mais, pois faltam materiais e serviços.
São previstos hidrantes para combate a incêndio, mas não existe caixa d´água para o prédio e sequer reserva de incêndio. O mobiliário apregoado nesta fase inexiste também. Estes e muitos outros detalhes onerarão a obra em muitos reais, mas ainda não bastam. Para maior dilapidação do erário público são pagos valores irreais como o do ar condicionado a R$ 263mil e o metro quadrado de vidro temperado serigrafado branco a R$ 2.086,00.
Tudo bem que o dinheiro vem de graça, via Secretaria do Plane-jamento/DADE, mas não precisam exagerar e seria de bom tom o equacionamento destes gastos e, com a economia, construir coisas mais importantes e necessárias para o cidadão comum no seu dia a dia.
Piscina sem ralo, hidrantes sem água; está ficando difícil entender a “técnica construtiva” dos nossos administradores.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

São Sebastião e sua história


No Brasil Colônia, canhões defenderam a cidade dos ataques pelo mar. Protegida pelo canal, São Sebastião prosperou preservando parte de sua arquitetura colonial. Em 1969 o Patrimônio Histórico tombou sete quadras no Centro Histórico e alguns bens isolados: a Igreja da Matriz, a Capela de São Gonçalo, o prédio da Câmara e Cadeia, o Convento Franciscano de Nossa Senhora do Amparo e a casa da Praça do Forum. Assim, parte do testemunho histórico dos séculos XVII e XVIII permaneceu intacto.
Até pouco tempo pelo menos. No Brasil de hoje, a defesa e preservação de nossa arquitetura colonial depende do Ministério Público; governantes insensíveis preferem a modernidade e a ilegalidade à preservação de bens tombados. Não respeitam a lei, não se preocupam com os danos irreversíveis de bens isolados como o da Capela de São Gonçalo e área envoltória.
O desrespeito pela nossa história, através da obra ilegal da Rua Gonçalo, iniciada sem qualquer licenciamento do CONDEPHHAT, ou concorrência; presenteada pela Prefeitura para um de seus parceiros, teve o andamento esperado. O Ministério Público notificou o prefeito Juan, os secretários de obras e do meio ambiente para que apresentassem a anuência do CONDEPHAAT para a realização das obras em três dias, sob pena de considerar inexistente tal autorização.
Não a possuem, não a providenciaram, julgam-se donos da cidade e como tal não precisam dar satisfação para ninguém, fazendo o que bem entendem. Terão que dar, solicitar e aprovar o que é pretendido e nunca é demais repetir que ruas, avenidas e praças são de uso comum e da população, não lhes pertencem, são do povo, que tem todo direito de ser ouvido toda vez que se pretender fazer alguma alteração arquitetônica, alguma demolição ou construção, alguma modificação que, de modo direto ou indireto, possa afetar a vida das pessoas que ali habitam.
É assim estabelecido na Constituição Federal e com e com base nessas diretrizes foi editado o Estatuto das Cidades, para regular o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental.
Ditadores e onipotentes determinam acabamentos que desfiguram a história e a arquitetura da Cidade sem consulta prévia. Não podemos permitir a continuidade de tais atos, temos que ser ouvidos e respeitados. Se a empáfia prosseguir e acharem que não somos merecedores de tal deferência, que pelo menos obedeçam às leis e façam seu dever de ofício.
O prazo dado pelo Ministério Público venceu hoje, não foi apresentada a anuência do CONDEPHAAT para a obra e portanto caracterizada a ilegalidade dos serviços. Apenas mais uma, entre outras tantas obras.

sábado, 6 de setembro de 2008

Desrespeito às leis: será istouma rotatória?

É irônico como a prefeitura desrespeita as leis. O desrespeito está espalhado pela cidade toda e se tornou prática comum, mas por falta de conhecimento das leis por parte da própria população, passa desapercebido, mesmo estando sob nossos narizes.
 
Determinações federais, estaduais e municipais são desrespeitadas diariamente e tudo fica por isso mesmo; vimos repetindo a longa data a necessidade do respeito e obediência às leis. A prática do desrespeito traz resultados péssimos e gastos dobrados (acredito ser isso o superfazimento de obras apregoado pelo prefeito Juan, fazendo-se e gastando-se uma, duas ou mais vezes na mesma obra).  
 
Parece acreditar que “entregar” obras sem concorrência, sem projetos básicos e devidamente aprovados seja melhor para o Município; já foi demonstrado aqui inúmeras vezes que esta prática não é legal ou vantajosa para a população (para uns poucos com certeza), que as concorrências são salutares e a competição traz economia para o erário público. Haja vista a concorrência estadual pelo FDE, para execução de coberturas e quadras poliesportivas em escolas aqui em nossa cidade, com redução de mais de
50% em comparação ao mesmo serviço executado pelo Município sem licitação.
 
O desleixo com o dinheiro público segue e mais uma vez a observância do princípio constitucional da isonomia, da seleção da proposta mais vantajosa para a Administração, do processo e julgamento em restrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa e da vinculação ao instrumento convocatório é jogado no lixo.
 
Novamente esta administração, ilegalmente, presenteia a empresa TERMAQ, com esta obra no final da Rua da Praia, pelo valor de R$ 215 mil, aproveitando uma Ata de Registro de Preços, referente a concorrência 015/07 DCS que tinha como objeto “execução de serviços de manutenção e recuperação da malha viária do Município”. Será que esta administração perdeu o seu norte de vez? Pelas fotos não nos parece manutenção e reparação de malha viária, mas sim mais uma praça.
 
Do jeito que estão administrando nossa cidade e torcendo às leis, brevemente veremos esta empresa construindo qualquer coisa, com qualquer valor, e para justificar sua contratação trocarão uma guia, recuperarão uma sarjeta, taparão um buraco, farão um canteiro na avenida ou rua de frente para tal obra. É muito amadorismo!
 
Tenham pena de nossa cidade; ela não merece.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O CONDEPHAAT e a área envoltória


Na semana passada iniciou-se mais uma obra no centro, precisamente na Rua Manoel Landislau de Mattos; mais uma obra irregular, sem concorrência, sem licitação e sem identificação de quem a faz, quanto custará e quando terminará. Esta administração desde o início de seu mandato fez questão do anonimato e da intransparência de suas obras e persegue este “modus operandi” até o final do mesmo. A paternidade parece ter sida descoberta visto os cavaletes pertencerem a VZO; o tempo e custo só quando a obrigatoriedade da colocação da placa de obra for cumprida.

A agressão à lei ocorre no Centro Histórico em área tombada pelo CONDEPHAAT e trata-se de pavimentação de rua através lajotas de concreto, seguindo o padrão da Rua da Praia, de acordo com jornal local. Nessa mesma área a Prefeitura lançou o Programa de Revitalização das Áreas Históricas do Centro com uma série de exigências; como sempre para a população uma série de obrigações legais, para eles, nenhuma.

A lei diz que será previsto no entorno do bem tombado, edificação ou sítio, uma área sujeita a restrições de ocupação e de uso, quando estes se revelarem aptos a prejudicar a qualidade ambiental do bem sob preservação, definindo, caso a caso, as dimensões desta área envoltória; diz ainda que nenhuma obra poderá ser executada dentro da área envoltória definida na lei sem que o respectivo projeto seja previamente aprovado pelo CONDEPHAAT.

Recentemente, na Rua da Praia, houve embargo judicial justamente pelo não atendimento desta determinação legal e parece que não aprenderam. Brevemente deverá vir mais lição de casa.

A dificuldade desta administração em obedecer às leis é incompreensível. Achar-se-á acima dela? É inadmissível esta desobediência sistemática da legislação e péssimo exemplo de cidadania.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Malversação e inépcia técnica

A premissa para uma obra pública é que sejam considerados os requisitos de funcionalidade, adequação ao interesse público, conservação e economia na execução; infelizmente estes princípios não são seguidos.

Obras inadequadas, irregulares, ilegais e mal feitas proliferam com custos absurdos e seqüência inabalável. A inépcia técnica e conceito caolho de engenharia tem sido uma constante e mais uma vez é adotado aqui, na calçada na Praia dos Trabalhadores. O desenvolvimento do projeto e sua execução prevêem laje treliça apoiada sobre o chão em terra e viga de concreto armado.

Conceito de difícil discernimento; já temos o piso delineado em terra e com pequeno aterro, adequação do talude e compactação, poderia receber uma calçada normal e muito mais barata, necessitando, onde houver maior desnível, três fiadas de blocos no máximo. Contrariando a economia e o bom senso, jogam a laje treliça sobre terra (?). É para meditação e lamentação.

Se a intenção era "jogar" uma laje sobre a terra, porque não despejar diretamente o concreto sobre lastro de brita? Por que não utilizar o princípio da economicidade? Qual é a vantagem e razão do gasto exagerado e quem lucra com este procedimento?

Adotando o método de aterro, compactação e piso em concreto desempenado teremos um custo muito menor, o mesmo resultado, a mesma calçada não acessível, mas pelo menos, sem desperdício do dinheiro público.

sábado, 23 de agosto de 2008

DADE: veja este acinte


O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) já julgou irregular a concorrência, o contrato e a execução dos serviços da Construção do Centro de Convenções da Praia Grande – Fase I; denunciamos a im-possibilidade de se iniciar a segunda fase devido a primeira não estar concluída, faltando uma série de serviços como paredes, imper-meabilizações, pisos polidos, elétrica, hidráulica e muros de arrimo. Claro que de nada adiantou.

Esta obra foi a primeira a ser “ganha” pela CONSTRUTORA LATINA e não existiam os requisitos mínimos para sua licitação. Era composta apenas por um projeto arquitetônico, ainda que bem elaborado, mas insuficiente para a licitação do objeto.
Denúncia feita e prontamente rebatida pela atual Administração seguiu o seu caminho irregular, da modificação do projeto e ilegalidade. O resultado é visível e é mostrado nas fotos acima.
O memorial descritivo determinava paredes em concreto aparente no fundo e nas laterais e se assim executadas praticamente prontas, faltando fazer o polimento do concreto e pintura em verniz (na fase seguinte). Foram estimados e pagos 3.250,0m² de forma em chapa compensada plastificada 12mm, 35.000,0kg de aço e 450,0m³ de concreto. Esses quantitativos são fictícios e sem embasamento técnico uma vez que não havia projeto estrutural. Quantitativos “chuta-dos”, “irreais”, mas pagos.
Alem das paredes, muitos outros serviços não foram feitos e simplesmente transferidos para a segunda fase causando prejuízo ao erário público e beneficiando diretamente à CONSTRUTORA LATINA (e “anônimos”) que não fez sua obrigação, não foi punida e ainda recebeu o aditivo de R$ 203.457,11 (24,5%) por serviços realizados a mais (?). Parece brincadeira, mas não é, trata-se apenas de mais um escambo promovido por esta gestão. O prejuízo alcança quase 40% do total de R$ 1.036.832,39 investido pelo Estado (o Município não colocou um centavo sequer) via Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias – DADE. Esses itens não executados serão pagos duas vezes.
A lesividade ao erário público é patente e visível à todos e seria bom que o Estado, através da sua Secretaria Estadual de Economia e Planejamento, fiscalizasse melhor as verbas conveniadas com o nosso Município; do primeiro convênio já sumiram quase 40% e como a segunda fase, em andamento, tem verba de R$ 2.425.646,62, é bom ficar de olhos bem abertos, senão .......

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

TCE-SP: ainda estamos esperando-o.

Mostramos mais uma obra licitada de uma maneira e executada de outra; não reflete a realidade entre o projeto, objeto e sua execução; trata-se da construção de sanitários, vestiários, e centro de informações inserida na obra da Urbanização do Aterro da Rua da Praia – Fase 1. Foram projetadas três construções distintas, interligadas com um pergolado em madeira, com 202,00m² de área construída e orçamento estimado pela Administração em R$ 512.8144,60.

O projeto, extremamente simples, constava de um corte, vistas e planta baixa, sem qualquer detalhamento e requisitos mínimos para sua licitação. Não se sabe a razão, mas o projeto foi totalmente modificado desobedecendo novamente à lei de licitações que impõe que haja projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório.

Para não ser redundante, não se falará de superfaturamento neste projeto, basta olhar para o mesmo que não haverá qualquer dúvida sobre sua existência; achamos necessário que o TCE-SP informe a Prefeitura, mais especificamente aos engenheiros fiscais, sobre a obrigatoriedade de executar-se os serviços delineados no processo licitatório com obediência ao projeto e objeto. Estes procedimentos tão comuns nesta gestão não são permitidos e geram a ilegalidade do certame.

Precisam saber também que não podem ser inseridos preços globais ou como verbas. A planilha desta obra (
clique e veja) é repleta destas ocorrências e na obra do Centro de Convenções da Praia Grande - Fase I o TCE já julgou a obra como irregular e ilegal, dentre vários motivos, pela ocorrência destes.

Não é difícil entender porque do aditivo de mais de R$ 1,1 milhões nesta obra. É muita ilegalidade e irregularidade para um mesmo local; que venham as auditorias necessárias e que punam os responsáveis pela sangria desenfreada de verba pública.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Tribunal de Contas: onde está você?

 

Segue outro exemplo de obra licitada que não reflete a realidade do proje-to e objeto licitado e sua execução; trata-se da construção dos sanitários, vestiários e lanchonete inserida na obra da Urbanização do Aterro da Rua da Praia – Fase 1. Eram exatos 170,0m² de área projetada com um coqueiro no centro e orçados pela Administração em R$ 774.808,12.

O projeto fornecido foi este, somente um anteprojeto arquitetônico, sem qualquer detalhamento e requisitos mínimos para seu início e posteriormente foi, radicalmente, modificado; a premissa para iniciar-se uma licitação é que haja o projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório.

Não poderá haver uma obra licitada e outra executada; admitem-se pequenas alterações surgidas durante a construção, mas a modificação total, marca registrada do “prefeito de verdade”, não é permitida, é ilegal. Até o local de sua implantação foi alterado, estes vestiários e lanchonete estavam projetados ao lado da quadra de areia e parque de diversões.

O superfaturamento, outra constante, está caracterizado e, por mais que suas obras não sirvam como referencial, a Prefeitura nesta mesma época construiu o Centro de Zoonoses do Jaraguá com o dobro da área e metade do preço. Completando a “lambança” cedeu graciosamente o espaço público para uso comercial da empresa La Fleure de Lys Café.

São ilegalidades e irregularidades em demasia; que o Tribunal de Contas do Estado faça a sua parte, urgentemente.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

TCE-SP: contamos com sua competência

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, cautelarmente, que a Infraero suspenda os pagamentos referentes às obras de melhoramento e ampliação do Complexo Aeroportuário de Vitória, no Espírito Santo, e em obras de melhoria nos terminais dos aeroportos de Goiânia, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília.

O relatório aponta que as obras e serviços estão sendo realizados sem os requisitos mínimos para seu início. Foram encontradas irregularidades graves, como sobre preço, superfaturamento, inadequação do projeto básico e pagamento de serviços sem cobertura contratual, alem de não detalhar o custo. O valor final da obra aumentou aproximadamente 25% devido a alterações substanciais no projeto básico, o que não é permitido por lei.

Segundo o ministro Raimundo Carreiro, relator do processo, “houve casos em que foram apresentados diversos custos para o mesmo serviço”. Ele destacou que as obras realizadas não refletiam a realidade dos projetos licitados. “Há, então, uma obra licitada e outra obra real, em andamento”.

O ritual é bem conhecido por aqui. Nossas obras licitadas apresentam exatamente os mesmos vícios, problemas e irregularidades. Denunciamo-las desde o primeiro ano desta gestão e lamentavelmente em vão. A Prefeitura licita uma obra sem projeto básico, ou seja, sem os requisitos mínimos para seu início, utiliza um projeto arquitetônico, outras vezes com um simples esboço arquitetônico e posteriormente modifica o projeto a seu bel prazer e em conluio com a construtora, e em detrimento dos outros licitantes que não tinham acesso ao que efetivamente seria executado.

Assim foi com a obra do Aterro da Rua da Praia Fase I, Revitalização da Rua da Praia, Centro de Convenções Fase I, UBS Topolândia e tantas outras; todas estas com aditivos próximos a 25%, que é o teto permitido em lei.

Em breve estas “falcatruas” serão demonstradas aqui. Mostraremos o que se licitou e o que efetivamente foi executado. É inequívoca a afirmação do TCU: mudanças substanciais no projeto não são permitidas e não se admite uma obra licitada e outra real em execução, como também não se permite custos diferenciados para o mesmo serviço.

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE/SP tem todas as provas nos processos em curso e a simples verificação do projeto licitado (nos processos) e as obras efetivamente realizadas já demonstrarão as irregularidades, mas parece-nos faltar vontade política e coragem.